Políticas de família no Brasil redemocratizado: atores e predominância de familiarismo

Como se configuraram as políticas de família no Brasil democrático? Os diferentes governos federais promoveram diferentes tipos de política familiar? Até que ponto essas políticas diferiram nas administrações federais em direção à divergência ou convergência no que diz respeito à proteção familiar? Quais foram as prioridades e os enfoques? Qual (ou quais) o lócus das políticas de família no Brasil desde a redemocratização? O objetivo desta pesquisa é analisar se as proposições de políticas de família estão associadas à base ideológica e partidária dos e das parlamentares e em que direção, mais familista ou mais desfamiliarizante. Ou seja, qual o papel das deputadas, dos partidos de esquerda e das bancadas religiosas na conformação das políticas de família no Brasil pós Constituição Federal de 1988? Qual a direção que cada ator advogou? No jogo de forças quem saiu ganhando, ou seja, qual a cara as políticas de família no Brasil? O objetivo é analisar se há um perfil de combinação da presença de governos de esquerda, com níveis distintos de cadeiras ocupadas por mulheres congressistas, e do papel da bancada religiosa que determina diferentes naturezas e tipos de políticas de família com efeitos distintos.